Padre suspeito de abusar de menor desvia dinheiro da paróquia

Luís Miguel Costa, o padre Viseu acusado de ter assediado sexualmente um jovem de 13 anos, levantou mais de mil euros da conta da paróquia de São João de Lourosa.

Padre suspeito de abusar de menor desvia dinheiro da paróquia

Luís Miguel Costa, o padre Viseu acusado de ter assediado sexualmente um jovem de 13 anos, levantou mais de mil euros da conta da paróquia de São João de Lourosa, após ter sido afastado pelo bispo de Viseu, D. António Luciano. A Comissão Fabriqueira já comunicou a situação à diocese e exige que o pároco devolva o dinheiro. De acordo com o Jornal de Notícias, o sacerdote Luís Miguel fez o movimento bancário pouco tempo depois de ter sido destituído de funções. “Foi um bocadinho em cima da data em que saiu. Levantou mais de mil euros e nunca os devolveu”, adiantou fonte da Comissão Fabriqueira.

Outro elemento da Comissão explicou que o pároco controlava todas as contas porque era ele “o dono da fábrica da Igreja”. “Ele mandava e pagava-se a si próprio”, sublinhou. Depois de abandonar a paróquia, em meados de agosto, o padre ainda recebeu ordenado no mês seguinte, que é transferido automaticamente, mas devolveu o dinheiro.

O padre está a ser investigado pelo Ministério Público por ter enviado mensagens de teor sexual a um menor. Os dois conheceram-se num almoço numa quinta, onde também estava o pai do jovem. No dia seguinte, o rapaz contou as investidas do sacerdote ao progenitor, que comunicou o caso à justiça e à diocese.

Padre terá tentado apalpar e beijar menor

Nesse grupo estava o jovem de 13 anos e o pai. O menor alega que o padre pediu-lhe que escrevesse o número de telemóvel num guardanapo e, a partir daí, ter-lhe-á enviado várias mensagens de cariz sexual. A vítima disse ainda à Polícia Judiciária de Coimbra que, quando foi à casa de banho da quinta, o sacerdote perseguiu-o e tentou beijá-lo e apalpá-lo. As autoridades defendem que este comportamento poderá ser recorrente e esta não terá sido a primeira vítima. O computador do suspeito – entretanto apreendido – continham imagens suscetíveis de indicar pornografia infantil.

Nas redes sociais, o padre quebrou o silêncio. No domingo, escreveu uma publicação, negando ser pedófilo. “Apetecia-me dizer em bom português: vão chamar pedófilo à put* que os pariu, mas sou educado, sempre fui e serei sereníssimo como a República de Veneza”, escreveu.

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