Regulador britânico investiga ONG de que príncipe Harry era patrono
A entidade reguladora das instituições de solidariedade social britânicas anunciou hoje a abertura de um inquérito à organização Sentebale, fundada no Lesoto em 2006 pelo príncipe Harry, que recentemente se demitiu do cargo de patrono.

O duque de Sussex e a presidente do conselho de administração da organização não-governamental (ONG), Sophie Chandauka, cujo desacordo foi conhecidos nos últimos dias, tinham ambos afirmado que tinham remetido o assunto para a Comissão de Caridade do Reino Unido.
Esta comissão justificou o procedimento com a necessidade de examinar “preocupações levantadas sobre a instituição de caridade”, criada em memória da mãe do príncipe Harry, a princesa Diana, para ajudar órfãos que perderam os pais devido à sida, de acordo com um comunicado.
O príncipe Harry disse esperar que o inquérito mostre “a verdade” sobre o que forçou a demissão, bem como do cofundador da ONG, o príncipe Seeiso do Lesoto.
“O que aconteceu na semana passada é de partir o coração, especialmente quando mentiras tão flagrantes magoam aqueles que investiram décadas” nesta luta, disse Harry, numa declaração divulgada hoje.
“Em nome dos antigos membros do conselho de administração e dos patronos, partilhamos o alívio” por esta investigação da Comissão de Caridade, acrescentou.
O filho mais novo do rei Carlos III foi até esta semana patrono da ONG Sentebale, um dos poucos compromissos de caridade que manteve após a rutura explosiva com a monarquia britânica em 2020 e a perda dos patrocínios reais.
No entanto, anunciou na semana passada, “com o coração pesado”, que se demitia deste cargo, num contexto de conflito interno entre os membros do conselho de administração, que se demitiram todos, e a presidente, Sophie Chandauka, nomeada em 2023.
Os ânimos exaltaram-se no fim de semana, quando a advogada zimbabueana acusou o duque de Sussex de “assédio e intimidação em grande escala”.
Os cinco administradores demissionários tinham todos pedido a demissão de Sophie Chandauka, que tentou impedir o despedimento, levando o caso ao Supremo Tribunal de Londres.
Numa declaração, Sophie Chandauka saudou hoje igualmente a investigação da comissão, à qual transmitirá as conclusões de “uma revisão da governação interna da associação” efetuada pela direção no ano passado.
JH // EJ
By Impala News / Lusa
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