Governo deixa ao abandono mais de metade dos edifícios do Estado

O Governo, pela voz do ministro das Infraestruturas e Habitação, adiantou hoje que o inventário do património imobiliário do Estado, recentemente iniciado, identificou 1.020 imóveis, dos quais 645 estão devolutos.

Governo deixa ao abandono mais de metade dos edifícios do Estado

“Foram já identificados no curto prazo, desde que começámos a fazer o inventário, 1.020 imóveis [do Estado], dos quais 645 estão devolutos”, avançou Pedro Nuno Santos, que foi hoje ouvido em representação do Governo na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, sobre o programa 1.º Direito, por requerimento do PSD. Segundo o governante, foram também identificados, ainda antes do início do inventário, mais 5. mil fogos, aos quais se somarão os resultantes da avaliação aos 1.020 imóveis, que será agora levada a cabo.

LEIA DEPOIS
Portugal tem cerca de 8.200 pessoas em situação de sem-abrigo

Relativamente à transferência de imóveis da administração central para os municípios, Pedro Nuno Santos garantiu que se as autarquias os quiserem, a transferência é feita. “Não há nenhuma competição. Tudo aquilo que uma autarquia ou município sentir que consegue fazer, somos os primeiros a passar [os imóveis]”, garantiu o ministro com a pasta da habitação. Questionado sobre a questão do amianto dos edifícios da administração central, Pedro Nuno Santos disse que está a ser definida a sua retirada “em todos os projetos de reabilitação”, sejam propriedade total do Estado, ou onde a propriedade é mista.

Governo deverá contratar mais recursos humanos para o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana

Relativamente aos recursos humanos do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), o ministro esclareceu que está em curso a criação de oito equipas locais divididas pelo país, bem como um procedimento concursal comum para a contratação de 45 trabalhadores. “De 2007 a 2020 [o IHRU] passou de um quadro de pessoal de 345 trabalhadores para 185, portanto a sangria foi obviamente muito grande. Em 2021 entraram 14 pessoas, estamos com 199 no total. Precisamos de mais, como é evidente. Continuaremos a fazer a nossa luta para continuar a contratar trabalhadores”, acrescentou o ministro.

LEIA AGORA
Custos de construção de habitação nova subiram 6,8% em agosto

Impala Instagram


RELACIONADOS