BE quer ouvir Governo sobre eliminação de capítulo do Relatório de Segurança Interna
O BE entregou hoje um requerimento no parlamento para ouvir o Governo na Comissão Permanente sobre a eliminação de um capítulo dedicado a organizações extremistas na versão final do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

O anúncio foi feito pelo líder parlamentar dos bloquistas, Fabian Figueiredo, em declarações aos jornalistas no parlamento, alegando que quando o “Governo suprime uma informação relevante do RASI é o próprio papel fiscalizador da Assembleia da República e dos deputados que fica em causa”.
Em causa está o documento do RASI enviado esta terça-feira para o parlamento, e disponível ‘online’ na página do Governo, no qual não constam as páginas 35 a 39 que estavam na versão inicial, referentes ao capítulo “extremismos e ameaças híbridas”, e que alertavam para a existência de uma representação de uma organização extremista internacional em Portugal, classificada em vários países como organização terrorista.
Fabian Figueiredo disse que o partido quer “desvendar o mistério do capítulo desaparecido sobre a extrema-direita” e entender os motivos para as diferenças entre as duas versões do RASI.
O partido insta o Governo a enviar a versão inicial ao parlamento para permitir uma “avaliação séria do estado da segurança interna” e um “debate sério sobre os desafios, os riscos e as medidas a tomar para continuar a garantir que Portugal é um país seguro” e assegurar que há uma “fotografia completa” sobre a “ameaça que a extrema-direita representa”.
O bloquista explicou que o partido se apercebeu das diferenças entre as versões do relatório enquanto “estudava a fundo” o documento, e, questionado sobre os motivos destas alterações, disse não querer “alimentar nenhuma teoria” e esperar apenas “explicações convincentes do Governo”.
“Andam praticamente desde o início do mandato a brincar com a segurança interna, a partidarizá-la, a politizá-la em termos que nós não conhecíamos. Tem sido um erro, um comportamento errático atrás do outro e este é mais um e isto não é um detalhe, isto é uma omissão grave”, acrescentou.
O Bloco, além deste requerimento, pediu também hoje esclarecimentos ao Governo para saber por que razão desapareceu da versão final do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), publicada esta terça-feira, o capítulo dedicado a organizações extremistas.
De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, o partido liderado por Mariana Mortágua quer saber qual o motivo pela qual a versão que terá sido apresentada na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, na segunda-feira, é diferente da versão que foi enviada para o parlamento.
TYRS (RCV) // JPS
By Impala News / Lusa
Siga a Impala no Instagram