Wall Street fecha sem rumo à espera das taxas alfandegárias

A bolsa nova-iorquina fechou hoje sem rumo definido, na véspera do designado por Donald Trump ‘dia da libertação’, no qual devem entrar em vigor várias taxas alfandegárias sobre importações dos EUA.

Wall Street fecha sem rumo à espera das taxas alfandegárias

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average baixou 0,03%, enquanto o alargado S&P500 subiu 0,38% e o tecnológico Nasdaq 0,87%.

O mercado esteve muito volátil na véspera do que vai ser “o dia das grandes notícias”, resumiu Adam Sarhan, da 50 Park Investments, em declarações à AFP.

Trump deve lançar na quarta-feira a mãe de todas as batalhas comerciais, que não pára de prometer desde a campanha eleitoral, com novas taxas alfandegárias com as quais diz que vai inaugurar uma “idade de ouro” nos EUA, mas que arriscam prejudicar a economia internacional.

“Os anúncios de Trump e o nível das taxas alfandegárias vão fazer mexer a sério os mercados”, previu Sarhan.

“Se as medidas forem mais fracas do que previsto, se os prazos forem mais alargados ou se a situação não ficar tão tensa como se antecipa, o mercado vai recuperar depressa”, desenvolveu.

Pelo contrário, “se Trump decidir ser agressivo e anunciar taxas alfandegárias mais elevados do que previsto, o mercado cairá”, contrapôs.

“Como tenho dito, Wall Street vai portar-se muito bem, como foi o caso no primeiro mandato” de Trump, disse hoje a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Os investidores vão “avaliar todas as consequências do que foi realmente anunciado”, disse Sarhan.

Nos indicadores, a praça bolsista acolheu mal o índice ISM sobre a produção industrial, que revelou que as novas taxas alfandegárias sobre o aço e o alumínio se traduziram por custos acrescidos para a indústria dos EUA em março.

Outro indicador conhecido pouco antes da abertura da bolsa, o relatório JOLTS do Departamento do Trabalho, evidenciou uma descida das ofertas de emprego em fevereiro, acima do esperado pelos economistas.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

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