Matrículas de carros eletrificados sobem 29,7% até março apesar de queda da Tesla
O número de ligeiros de passageiros eletrificados matriculados até março cresceu 29,7%, em termos homólogos, tendo sido registados 33.262 elétricos recarregáveis ou híbridos elétricos, apesar da quebra nas vendas da Tesla, segundo dados da ACAP, hoje divulgados.

A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) divide o mercado de ligeiros de passageiros em duas categorias: elétricos recarregáveis, que inclui elétricos a bateria (BEV) e híbridos plug-in (PHEV), e híbridos elétricos (HEV).
Apenas em março, o número de veículos eletrificados subiu 37%, para 13.733, dos quais 4.964 BEV (+32,8%), 2.727 PHEV (+6,9%) e 6.042 híbridos (+61,9%).
No caso dos elétricos recarregáveis, no primeiro trimestre foram matriculados 18.935 veículos, um aumento de 14,5%, enquanto nos híbridos elétricos foi registado um crescimento de 57,1%, para 13.327.
Com 12.175 unidades matriculadas até março, os BEV têm sido um dos produtos com maior saída no mercado automóvel português, crescendo 29,2% no espaço de um ano.
A liderar lista dos elétricos mais vendidos está a norte-americana Tesla, que até março matriculou 2.145 automóveis em Portugal, apesar da quebra de 25,7% em termos homólogos. A fabricante liderada por Elon Musk viu, também, a sua quota de mercado a recuar de 30,7% nos primeiros meses de 2024 para 17,62% este ano.
A Tesla anunciou hoje que as vendas dos seus veículos recuaram 13% no primeiro trimestre, em termos homólogos, ficando abaixo das expectativas dos analistas.
A marca está a ser alvo de críticas e boicotes na Europa e Estados Unidos da América desde que Elon Musk se aproximou do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Atrás desta, estavam a Peugeot (1.307 automóveis, mais 149% e quota de 10,7%), a BMW (1.103, 19,2% e 9,1%) e BYD (1.015, 147% e 8,34%).
Em sentido inverso, o registo de novos PHEV em Portugal recuou 4,9% nos primeiros três meses face a igual período de 2024.
Até 31 de março, foram registados 6.760 híbridos plug-in em Portugal, destacando-se os desempenhos das alemãs Mercedes-Benz, que vendeu 1.773 automóveis deste tipo para o mercado português (-14,9% e com uma quota de 26,23%), e a BMW (1.235 carros, mais 36,2% e uma quota de 18,27%), com quase o triplo do volume de registos da mais próxima, a também alemã Volkswagen (466 matrículas).
Já os híbridos matriculados aumentaram 57,1%, para 14.327, impulsionados pelo desempenho do grupo Stellantis.
Dentro desta motorização, a japonesa Toyota foi ultrapassada pela Peugeot, tendo a primeira baixado a sua quota de mercado de 23,8% para 15,4% e a segunda subido de 15,4% para 21%.
Se nos primeiros três meses de 2025 tinham sido matriculados 114 híbridos da insígnia francesa em Portugal, este número multiplicou-se por mais de 26 vezes, para 3.013. Por sua vez, a Toyota, apesar da subida de 1,7%, não foi capaz de acompanhar a marca.
Com fortes desempenhos estiveram, também outras insígnias do grupo Stellantis, como a Citroen ou a Opel, que cresceram 2.829% e 1.180% para 498 e 499 veículos matriculados, respetivamente, mais do que compensando as perdas de 21,7% da Fiat (1.205 carros matriculados).
Dentro dos ligeiros de mercadorias, o mercado de elétricos, PHEV e híbridos elétricos até março teve uma evolução positiva de 20,3% face ao primeiro trimestre de 2024, com 783 unidades matriculadas (769 dos quais apenas a bateria).
Já nos pesados, que engloba os tipos de passageiros e de mercadorias, até março foram matriculados 41 veículos, num aumento de 41,4%, sendo todos eles elétricos.
Apenas em março, foram registados 285 ligeiros de mercadorias eletrificados, num aumento de 68,6%, dos quais 281 BEV (aumento de 66,3%), três híbridos plug-in e um híbrido a gasóleo.
Quanto aos pesados, enquanto em março de 2024 foi matriculado um pesado eletrificado, em março deste ano foram registados 25, também todos elétricos a bateria.
No conjunto de todas as motorizações, o mercado automóvel recuou 1,1% no primeiro trimestre em Portugal, tendo sido colocados em circulação 67.788 novos veículos, de acordo com a mesma fonte.
JO // CSJ
By Impala News / Lusa
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