Dois dos portugueses acusados de violação em Espanha ficam em liberdade

Dois dos portugueses suspeitos de violar duas espanholas em Espanha deverão ficar em liberdade e dois deverão ficar em prisão preventiva, de acordo com declarações do advogado oficioso dos suspeitos.

Dois dos portugueses acusados de violação em Espanha ficam em liberdade

Dois dos portugueses acusados de violação em Espanha ficam em liberdade

Dois dos portugueses suspeitos de violar duas espanholas em Espanha deverão ficar em liberdade e dois deverão ficar em prisão preventiva, de acordo com declarações do advogado oficioso dos suspeitos.

Dois dos portugueses suspeitos de violar duas espanholas em Espanha deverão ficar em liberdade e dois deverão ficar em prisão preventiva, de acordo com declarações do advogado oficioso dos suspeitos. Os quatro portugueses detidos em Gijón, pela alegada violação de duas jovens espanholas, de 22 e 23 anos, defenderam-se ontem, em Tribunal, dizendo que o sexo foi consentido. Negaram a violência envolvida.

Segundo o jornal local “El Comercio” que citam as primeiras declarações das alegadas vítimas, os alegados violadores chegaram à cidade horas antes do crime. Conheceram-se online através do Instagram e combinaram encontrar-se num conhecido bar da cidade. As jovens acederam, depois, a um convite do português para o acompanharem até ao empreendimento turístico Albor, perto da zona das praias da cidade, onde ele havia arrendado um apartamento. Pelo caminho outro português juntou-se ao grupo, e só no apartamento viram que lá se encontravam mais dois homens. Ali, segundo disseram à Polícia, foram agredidas e obrigadas a manter relações sexuais com os quatro indivíduos. Após a alegada violação, as duas fugiram e foram para casa de uma delas. Mais tarde denunciaram o caso à Polícia.

Perante as declarações dos suspeitos, a juíza decidiu manter a detenção até serem conhecidos os resultados do exames a que as jovens foram sujeitas e ouvidas mais testemunhas. O relato das alegadas vítimas dava a entender que os abusos teriam sido premeditada pelos quatro portugueses.

Presidente da Astúrias revoltado: «Machista agride e mata»

Adrián Barbón, presidente da comunidade autónoma das Astúrias, demonstrou, na sua conta pessoal do Twitter, a sua “total e absoluta condenação à violação múltipla” e afirmou que o “machista agride e mata”.

Irene Montero, ministra da Igualdade do governo espanhol, disse que as mulheres espanholas não se podem “calar” nem “parar”. Chamou ainda à atenção para a lei da liberdade sexual, também conhecida pela lei “só sim é sim”, e que as Astúrias deviam “apoiá-la”. Com a nova legislação — já aprovada pelo Conselho de Ministros espanhol –, é considerado um crime de violação todos os atos sexuais em que não exista consentimento, deixando a cair os crimes por abuso sexual.

Vários grupos também já convocaram manifestações por toda a Espanha incluindo Bergara e Gijon. Um dos protestos vai ocorrer nesta segunda-feira, à frente da Câmara Municipal de Gijón, a partir das 19 horas (18h em Portugal).

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