Este é o risco de tomar zolpidem, famoso medicamento para combater insónias, sem prescrição médica

Existem relatos de pessoas que tomaram zolpidem e acabaram a gastar milhares de euros a comprar viagens e a fazer outras coisas de que não se recordam.

Este é o risco de tomar zolpidem, famoso medicamento para combater insónias, sem prescrição médica

Este é o risco de tomar zolpidem, famoso medicamento para combater insónias, sem prescrição médica

Existem relatos de pessoas que tomaram zolpidem e acabaram a gastar milhares de euros a comprar viagens e a fazer outras coisas de que não se recordam.

Tornou-se viral a publicação que um jovem fez na rede social Twitter. E na qual dá conta ter gasto mais de 1700 euros em dois pacotes de viagens. Algo que aconteceu enquanto estava a alucinar devido à toma de zolpidem, um medicamento bastante popular para combater as insónias. Aquilo que foi visto como um momento humorístico rapidamente se transformou num alerta para os perigos de recorrer ao zolpidem sem prescrição médica.

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Analisando a bula do medicamento constata-se que o zolpidem é aconselhado para o tratamento de curta duração para a insónia. Problema que pode ser ocasional, passageiro ou crónico. O que é certo é que estamos perante um medicamento muito popular entre pessoas que lidam com complicações para adormecer. “[O zolpidem é recomendado] quando alguém está em viagem e com diferença de fuso horário, e para quem, eventualmente, está a passar por um problema e/ou fica ansioso” explica o psiquiatra Leonardo H. Morita, em declarações ao G7.

“[O zolpidem é recomendado] quando alguém está em viagem e com diferença de fuso horário, e para quem, eventualmente, está a passar por um problema e/ou fica ansioso”

O fármaco começa a agir aproximadamente 30 minutos depois da toma com o objetivo de induzir o sono, reduzir o número de vezes que a pessoa acorda durante a noite e melhorar a duração e qualidade do sono. Só que a bula recomenda também que o uso seja efetuado com prescrição médica e cautela. Menores de idade e pessoas com um quadro de sonambulismo ou outros comportamentos incomuns durante o sono não devem recorrer ao zolpidem. Até porque o medicamento pode dar origem a sonambulismo e outros comportamentos incomuns.

“No dia seguinte, as pessoas se dão conta que fizeram compras, ligaram para mil pessoas, conversaram e não se lembram de nada”

“O risco de tomar sem orientação médica é, primeiro, não estar preparado para os efeitos colaterais possíveis. O principal efeito colateral do zolpidem é o sonambulismo. Muitas pessoas acabam por acordar a meio da noite, vão à casa de banho ou fazem qualquer outra coisa e simplesmente não se lembram de nada no dia seguinte”, realça o psiquiatra. “No dia seguinte, as pessoas se dão conta que fizeram compras, ligaram para mil pessoas, conversaram e não se lembram de nada. É um remédio que, depois que a pessoa toma, não é aconselhável fazer nada além de estar na cama para dormir, não pode tomar e conduzir, por exemplo”, acrescenta. Existem ainda relatos de visões que aparentam ser alucinações.

O profissional de saúde explica ainda a melhor forma de evitar os riscos do medicamento. “Voltar à cama, caso não esteja nela, e procurar concentrar-se para dormir novamente, pois vai ocorrer [o sonambulismo] enquanto a medicação estiver ativa no organismo (cerca de 4 horas). É preciso cuidado nesse momento, inclusive para risco de quedas”, conclui.

Texto: Bruno Seruca

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