Ucrânia formaliza pedido de adesão à NATO

A Ucrânia vai formalizar ainda hoje um pedido de adesão acelerada à NATO, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pouco depois de a Rússia ter anexado quatro regiões ucranianas.

Ucrânia formaliza pedido de adesão à NATO

Ucrânia formaliza pedido de adesão à NATO

A Ucrânia vai formalizar ainda hoje um pedido de adesão acelerada à NATO, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pouco depois de a Rússia ter anexado quatro regiões ucranianas.

“Estamos a dar um passo decisivo ao assinar a candidatura da Ucrânia à adesão acelerada à NATO”, disse o presidente da Ucrânia num comunicado divulgado no site da Presidência. O comunicado é acompanhado de um vídeo com a comunicação de Zelensky, que termina com a assinatura do documento.

A mensagem foi divulgada depois de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, realizada no dia em que a Rússia formalizou a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia. “Hoje, a Ucrânia apresenta a sua candidatura ‘de jure’ [à NATO]”, disse Zelensky, referindo que o pedido será feito através de um procedimento de emergência. “Sabemos que é possível. Este ano, vimos a Finlândia e a Suécia começarem a aderir à Aliança sem um Plano de Ação para a Adesão”, justificou.

Zelensky disse que a Ucrânia já está “de facto” a caminho de se tornar membro da Aliança Atlântica e demonstrou a sua compatibilidade com os padrões militares da NATO, tanto no campo de batalha como na interação com os aliados. “Há confiança mútua, ajudamo-nos mutuamente e protegemo-nos mutuamente. Esta é a aliança”, disse. A adesão terá de ser aprovada pelos 30 membros da NATO (sigla inglesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte).

A anexação das quatro regiões, que correspondem a cerca de 15 por cento do território terrestre da Ucrânia, ocorreu após a realização de referendos não reconhecidos pela comunidade internacional, entre 23 e 27 de setembro. Os referendos, considerados uma farsa pela comunidade internacional, ocorreram em plena guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em 24 de fevereiro deste ano. A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014, após um processo idêntico.

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