Trabalhadores do Alfeite exigem desbloqueamento da situação profissional de 52 trabalhadores

A Comissão de Trabalhadores do Arsenal do Alfeite exigiu hoje o desbloqueamento da situação profissional de 52 profissionais deste estaleiro que “continuam congelados na mesma posição remuneratória por falta de deferimento do Ministério das Finanças”.

Trabalhadores do Alfeite exigem desbloqueamento da situação profissional de 52 trabalhadores

Trabalhadores do Alfeite exigem desbloqueamento da situação profissional de 52 trabalhadores

A Comissão de Trabalhadores do Arsenal do Alfeite exigiu hoje o desbloqueamento da situação profissional de 52 profissionais deste estaleiro que “continuam congelados na mesma posição remuneratória por falta de deferimento do Ministério das Finanças”.

Num comunicado enviado à imprensa, a comissão de trabalhadores começa por referir que no passado dia 20 de novembro foi feita a flutuação e saída da doca seca do Arsenal do Alfeite do submarino ‘Arpão’, tratando-se da “primeira revisão intermédia de um submarino da classe Tridente realizada em Portugal”.

Para estes trabalhadores, o “empenho e mobilização demonstrados” nesta operação “exige uma resposta imediata no desbloqueamento da situação profissional de 52 trabalhadores da Arsenal do Alfeite, S.A. que continuam congelados na mesma posição remuneratória por falta de deferimento do Ministério das Finanças”, sustentam.

Os trabalhadores destes estaleiros da Marinha insistem ainda que a “elevada complexidade” deste tipo de trabalhos “vem comprovar a necessidade de uma política de admissão de trabalhadores para a Arsenal do Alfeite, S.A., em número suficiente para inverter a diminuição do efetivo”.

“Para que o estaleiro continue a cumprir com a sua missão de concessionário do serviço público da atividade de interesse económico geral de construção, manutenção e reparação de navios, com valências próprias da manutenção de navios militares, de superfície e submarinos, sendo único no país com capacidade de intervenção em sistemas de armas, de comunicação e sensores, será necessário uma política de investimento e modernização”, vincam.

Há vários anos que o Arsenal do Alfeite passa por dificuldades financeiras graves, que já se traduziram em atrasos de salários e até do subsídio de Natal em 2020 aos mais de 400 trabalhadores que constituem esta empresa, responsável pela reparação e manutenção dos navios da Marinha portuguesa.

No passado dia 24 de novembro, ouvido no parlamento pela comissão parlamentar de Defesa Nacional, o presidente da idD Defence Portugal garantiu que atrasos nos salários dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite “já não são tema”, avançando que a atualização de preços na venda de serviços à Marinha já está em vigor.

ARYL // SF

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS