Presidente do parlamento são-tomense pede paz para “grandes reformas” necessárias

O presidente da Assembleia Nacional são-tomense, Delfim Neves, identificou hoje a paz e a estabilidade política como essenciais para o desenvolvimento das “grandes reformas de que o país carece” e pediu compreensão e diálogo em vez de “tensões fraturantes”.

Presidente do parlamento são-tomense pede paz para

Presidente do parlamento são-tomense pede paz para “grandes reformas” necessárias

O presidente da Assembleia Nacional são-tomense, Delfim Neves, identificou hoje a paz e a estabilidade política como essenciais para o desenvolvimento das “grandes reformas de que o país carece” e pediu compreensão e diálogo em vez de “tensões fraturantes”.

“O tempo reclama e intima que nos concentremos no presente e no futuro deste povo, deste país, desta nação, primando pela paz, tranquilidade, coesão social, unidade nacional e coesão familiar, tendo sempre em linha de conta que de facto o que pode e deve nos unir é muito mais importante e decisivo do que aquilo que nos tem vindo a separar”, afirmou Delfim Neves, intervindo na cerimónia de posse do novo Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, que decorreu esta manhã na sede do parlamento.

Para tal, continuou, é preciso “eleger a paz e estabilidade política como mecanismos facilitadores e fundamentais para a implementação das grandes reformas de que o país carece, as quais se indicam como desígnios nacionais — o resgate, entre outros, da cultura do trabalho, da unidade, da diversidade, da solidariedade e do civismo e também da disciplina”.

“É necessário e este é o momento privilegiado para o fazer, de nos elevarmos acima das quezílias e querelas estéreis e paralisantes, substituindo as tensões fraturantes pela procura de mútua compreensão, as crispações pelo diálogo, ainda que divergente, tendo em vista um clima de concórdia e de apaziguamento dos espíritos e das vontades”, salientou Delfim Neves, que também concorreu às eleições presidenciais, tendo ficado em terceiro lugar.

Delfim Neves contestou os resultados da primeira volta, realizada em 18 de julho, denunciando “uma fraude maciça”, o que desencadeou um impasse no Tribunal Constitucional sobre uma eventual recontagem dos votos e o consequente atraso do processo eleitoral, com a segunda volta a realizar-se em 05 de setembro, quase um mês após o previsto.

Carlos Vila Nova, 62 anos, foi hoje empossado como quinto Presidente de São Tomé e Príncipe, após ter vencido as eleições com o apoio do partido Ação Democrática Independente (ADI, oposição), com 57,54% dos votos, derrotando Guilherme Posser da Costa, apoiado pela atual maioria parlamentar MLSTP-PSD/PCD/MDFM/UDD, que suporta o executivo chefiado por Jorge Bom Jesus.

JH // CSJ

By Impala News / Lusa

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