ONU cria fundo comum para canalizar ajuda humanitária para Venezuela

A ONU vai criar um fundo comum para canalizar ajuda humanitária para a Venezuela, após o acordo alcançado na sexta-feira entre o Governo e a oposição do país sul-americano para desbloquear os fundos venezuelanos congelados no sistema bancário internacional.

ONU cria fundo comum para canalizar ajuda humanitária para Venezuela

ONU cria fundo comum para canalizar ajuda humanitária para Venezuela

A ONU vai criar um fundo comum para canalizar ajuda humanitária para a Venezuela, após o acordo alcançado na sexta-feira entre o Governo e a oposição do país sul-americano para desbloquear os fundos venezuelanos congelados no sistema bancário internacional.

O fundo também poderá receber financiamento de doadores e a sua missão será distribuí-los pelas agências da Organização das Nações Unidas (ONU) para que possam canalizar a ajuda necessária “para fins humanitários”, disse hoje Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral, António Guterres.

O acordo assinado na sexta-feira passada no México, após retomado o diálogo com a Plataforma Unitária (formalmente suspensa em outubro de 2021 por decisão do Executivo), estabelece que a oposição e o Governo terão que cooperar em termos de gastos humanitários, como o pagamento de projetos de saúde ou reparação de redes elétricas.

Quanto ao montante agora desbloqueado, o porta-voz não quis confirmar ou desmentir o valor de 3.000 milhões de dólares (cerca de 2.900 milhões de euros) divulgado por alguma imprensa, nem deu detalhes sobre como os primeiros fundos começarão a ser usados.

Sobre se esses fundos também servirão para regularizar os pagamentos em atraso da Venezuela à ONU, Dujarric esclareceu que os assuntos não estão relacionados.

“Não há relutância (da Venezuela) em pagar, simplesmente existem obstáculos”, e Caracas e a ONU estudam juntos superá-los, disse Dujarric.

O desbloqueio dos fundos congelados foi acordado no âmbito das negociações entre o Governo e a oposição, patrocinadas pela Noruega e com o apoio do México, que também levaram o executivo dos Estados Unidos a autorizar a petrolífera Chevron a retomar as suas operações na Venezuela.

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By Impala News / Lusa

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