Marcelo Rebelo de Sousa condecora várias personalidades

Marcelo Rebelo de Sousa salientou, esta quinta-feira, que a “liberdade deve ser causa de sempre” para elogiar o papel em várias áreas da sociedade de António Barreto, Maria de Lourdes Pintasilgo e Manuel Martins.

Marcelo Rebelo de Sousa condecora várias personalidades

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, salientou, esta quinta-feira, que a “liberdade deve ser causa de sempre” para elogiar o papel em várias áreas da sociedade de António Barreto, Maria de Lourdes Pintasilgo e Manuel Martins, agora condecorados.

O sociólogo e antigo ministro da Agricultura António Barreto recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade das mãos do chefe de Estado, uma condecoração também atribuída à antiga primeira-ministra Maria de Lourdes Pintasilgo e ao antigo bispo de Setúbal Manuel Martins, ambos a título póstumo, e entregue a familiares.

Na cerimónia de condecoração, que decorreu no dia em que se assinala o 107.º aniversário da Implantação da República, Marcelo Rebelo de Sousa evocou o trabalho realizado por cada um dos três homenageados, referindo a “indomável” Maria de Lourdes Pintasilgo, “humanista e personalista cristã”, também com uma “prática profissional a nível do Estado”.

Acerca daquela que foi primeira-ministra em 1979, recordou ainda a sua contribuição para a afirmação do papel da mulher numa altura histórica em que essa tarefa não era fácil.

Quanto a Manuel Martins, bispo da diocese de Setúbal entre 1975 e 1998, que morreu a 24 de setembro, o Presidente da República disse que gostaria de ter entregue em mãos a condecoração e que chegou a pensar fazê-lo no ano passado.

Recordou a sua “vida ao serviço dos outros”, principalmente dos mais necessitados.

No elogio a António Barreto, Marcelo Rebelo de Sousa falou no “singular percurso” do sociólogo “independente e desempoeirado”, como professor ou nos trabalhos na reforma agrária.

Num discurso emocionado, o antigo ministro da Agricultura agradeceu a condecoração e a honra de “ser acompanhado por duas pessoas em memória” que conheceu e admirou, referindo-se aos outros dois homenageados.

António Barreto salientou que aqueles nunca esqueceram a liberdade e sempre deixaram que fosse um instrumento para realizar os seus ideais.

A Ordem da Liberdade destina-se a distinguir “serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da liberdade”.

António Barreto já tinha sido distinguido com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, em 2012, assim como o bispo Manuel Martins, em 2007, ambos no mandato do anterior Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Maria de Lourdes Pintasilgo recebeu igualmente a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, em 1981, quando António Ramalho Eanes era Presidente da República, e mais tarde foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 1994, no segundo mandato presidencial de Mário Soares.

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