Líder opositora bielorrussa cria gabinete de transição dois anos após presidenciais contestadas

A líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaia, anunciou hoje a criação de um Gabinete Unido de Transição que funcionará como o “órgão executivo do movimento democrático” da Bielorrússia.

Líder opositora bielorrussa cria gabinete de transição dois anos após presidenciais contestadas

Líder opositora bielorrussa cria gabinete de transição dois anos após presidenciais contestadas

A líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaia, anunciou hoje a criação de um Gabinete Unido de Transição que funcionará como o “órgão executivo do movimento democrático” da Bielorrússia.

A opositora do regime do Presidente Alexandre Lukashenko, que anunciou a medida por ocasião do segundo aniversário das eleições presidenciais de 2020, escrutínio que a oposição classificou como fraudulento, apontou que o gabinete já tem quatro representantes.

Assim, Pavel Latushka ficará encarregado da transferência de poder, Valeri Kavaleuski com área dos Negócios Estrangeiros, Alexander Azarau com a pasta Ordem e Justiça e Valeri Sajaschik com a Defesa.

Svetlana Tikhanovskaia salientou que as prioridades do novo gabinete são “mobilizar a ajuda internacional em apoio à Bielorrússia, ajudar a Ucrânia a parar a agressão russa, organizar a resistência e lançar campanhas de informação para combater a propaganda russa”.

A opositora, exilada na Lituânia, insiste ainda na importância de libertar todos os presos políticos e convocar eleições “livres” na Bielorrússia, como indicou na sua conta na rede social Twitter, onde também agradeceu à União Europeia (UE), aos Estados Unidos e a outros países o apoio demonstrado no segundo aniversário das eleições e aos fortes protestos que se seguiram ao processo eleitoral e que foram severamente reprimidos.

Bruxelas continua a mostrar “uma política clara” baseada em “apoiar a Bielorrússia e sancionar o regime”, referiu.

Em fevereiro passado, a opositora declarou-se “líder nacional” do país depois de acusar Lukashenko de cometer “traição” ao participar na invasão russa da Ucrânia.

O objetivo desta autoproclamação é “proteger a soberania e a independência do país e representá-la nas negociações de segurança regional”, como explicou depois de fazer o anúncio.

ANP // SCA

By Impala News / Lusa

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