Greve na IP levou à supressão de 703 comboios até às 18:00

A CP – Comboios de Portugal suprimiu 703 das 978 ligações programadas entre as 00:00 e as 18:00 de hoje, devido à greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), disse à Lusa fonte oficial da empresa.

Greve na IP levou à supressão de 703 comboios até às 18:00

Greve na IP levou à supressão de 703 comboios até às 18:00

A CP – Comboios de Portugal suprimiu 703 das 978 ligações programadas entre as 00:00 e as 18:00 de hoje, devido à greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), disse à Lusa fonte oficial da empresa.

A CP – Comboios de Portugal suprimiu 703 das 978 ligações programadas entre as 00:00 e as 18:00 de hoje, devido à greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), disse à Lusa fonte oficial da empresa. De acordo com o balanço atualizado feito pela CP à Lusa, entre as 00:00 e as 18:00 estavam programados 978 comboios e foram efetuados 275, dos quais 14 de longo curso, 63 regionais, 138 urbanos de Lisboa e 60 urbanos do Porto.

A CP tinha alertado na segunda-feira para “fortes perturbações na circulação de comboios em todos os serviços” e em todo o país hoje e na quinta-feira devido à greve dos trabalhadores da IP. Em declarações à agência Lusa hoje de manhã, o presidente da Aprofer, Adriano Filipe, disse que “a paralisação está a decorrer como previsto, estando a ser cumpridos os serviços mínimos”.

A greve abrange os perto de 300 trabalhadores do Comando e Controlo Ferroviário da IP, que regulam a pontualidade e a segurança de 100% das circulações ferroviárias e que estão concentrados nas estações de Braço de Prata, Contumil e Setúbal, ou seja, nos centros de comando operacionais (CCO) de Lisboa, do Porto e de Setúbal.

Conforme explicou anteriormente Adriano Filipe, em greve estão os supervisores de comando ferroviário e de permanência geral de infraestruturas ferroviárias.

À Lusa, o presidente da Aprofer adiantou que na base da greve está a reivindicação de um sistema de formação profissional próprio para os centros de comando operacionais, de um sistema de avaliação e desempenho específico para estas funções e de uma atualização nas remunerações. “E, se as coisas não se resolverem, vamos continuar com greves até que se resolvam”, avisou o presidente da Aprofer.

A IP já tinha alertado para os efeitos da paralisação. Também a Fertagus alertou na sua página eletrónica que, “face à greve anunciada na IP – Infraestruturas de Portugal entre as 00:00 e as 24:00, nos dias 12 e 14 de julho de 2022, encontram-se previstas fortes perturbações na circulação de comboios”.

 

 

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