Governo moçambicano responde hoje a questões no parlamento

O Governo moçambicano vai estar presente hoje e na quinta-feira no parlamento para responder a questões dos deputados, disse à Lusa fonte da Assembleia da República.

Governo moçambicano responde hoje a questões no parlamento

Governo moçambicano responde hoje a questões no parlamento

O Governo moçambicano vai estar presente hoje e na quinta-feira no parlamento para responder a questões dos deputados, disse à Lusa fonte da Assembleia da República.

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, pretende obter esclarecimentos sobre o plano de reconstrução de Cabo Delgado e a situação humanitária naquela região e no centro do país – onde grupos de ex-guerrilheiros têm atacado civis.

O orçamento total do plano de reconstrução de Cabo Delgado é de cerca de 265 milhões de euros e perto de 170 milhões são destinados à implementação de ações de curto prazo, como a reposição da administração pública, unidades sanitárias, escolas, energia e abastecimento de água.

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, quer esclarecimentos sobre a presença de tropas estrangeiras naquela província nortenha “sem que tenha sido dada informação à Assembleia da República”.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, pretende saber quais as “implicações fiscais” dos projetos de gás da Total para os próximos três anos, depois de terem sido suspensos no norte do país devido a ataques de rebeldes.

O partido pergunta ainda como é que o Governo pretende acautelar o impacto da violência em Cabo Delgado junto das pequenas e médias empresas.

A província é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.

As sessões plenárias no parlamento moçambicano foram retomadas na última semana, para o último período de 2021, até dezembro.

A Frelimo, partido no poder há 45 anos, desde a independência, tem uma maioria qualificada de 184 dos 250 assentos que compõem a AR, a Renamo tem 60 e o MDM seis.

LFO // VM

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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