Conselho Nacional do PSD aprova simplificação de regras para militantes

Na primeira reunião magna entre Congressos da liderança de Luís Montenegro, presidente do PSD desde julho, o líder fez uma intervenção inicial de cerca de 45 minutos em que elogiou a coesão interna do partido, face a um Governo “desorientado e sem norte”

Conselho Nacional do PSD aprova simplificação de regras para militantes

Conselho Nacional do PSD aprova simplificação de regras para militantes

Na primeira reunião magna entre Congressos da liderança de Luís Montenegro, presidente do PSD desde julho, o líder fez uma intervenção inicial de cerca de 45 minutos em que elogiou a coesão interna do partido, face a um Governo “desorientado e sem norte”

Lisboa, 30 set 2022 (Lusa) — O Conselho Nacional do PSD aprovou na quinta-feira por unanimidade a simplificação de regulamentos internos para a militância no partido, numa reunião que durou cerca de quatro horas e decorreu de forma pacífica.

“No período em que o PSD está unido, coeso, entrosado entre os seus diversos agentes, um Governo recém-empossado, dispondo de condições políticas excecionais, apresenta-se precisamente ao contrário do PSD: dividido, confuso, cheio de polémicas e contradições dentro de si. Um Governo que, de certo modo, está à deriva”, criticou.

Foram pouco mais de dezena e meia os inscritos para falar no Conselho Nacional e registou-se unanimidade na votação das duas alterações a regulamentos internos propostos pela direção.

No regulamento de admissão e transferência de militantes, passa a ser dispensada a apresentação de um comprovativo de morada quer para a inscrição de novos militantes, quer para a reativação da militância.

Deixa ainda de ser obrigatório que os novos militantes no PSD sejam propostos por alguém com mais de seis meses de militância, passando a ser facultativa essa indicação.

Foi igualmente aprovada a proposta da direção que altera o regulamento do Conselho Estratégico Nacional, órgão dinamizado pelo anterior líder Rui Rio, e que vai passar a ter uma dimensão mais reduzida e centrada apenas numa estrutura nacional, deixando de prever secções temáticas descentralizadas.

No ponto de análise da situação política, o tom geral das intervenções foi de apoio à atual direção e a relação com o partido Chega só foi mencionada por “um ou dois conselheiros” e nenhum deputado, segundo relatos feitos à Lusa.

Na semana passada, a indicação, por escrito, do líder parlamentar Joaquim Miranda Sarmento aos deputados do PSD para votarem a favor do candidato do Chega a vice-presidente do parlamento provocou alguma agitação na bancada, mas ninguém assumiu publicamente as divergências.

O tom em que decorreu a reunião — não ainda de discussão de opções políticas, segundo um dos presentes — e o facto de ser o primeiro Conselho Nacional de Luís Montenegro foi a justificação dada por alguns críticos deste apelo à votação no candidato do Chega para o tema quase não ter sido abordado.

Na sua intervenção final, o líder do PSD deu aos conselheiros os mesmos argumentos que tem apresentado publicamente para esta opção: o facto de a Constituição da República e o regimento do parlamento preverem que as quatro maiores forças políticas tenham uma vice-presidência da Assembleia.

Luís Montenegro venceu as diretas de 28 de maio com 72,5% dos votos, contra Jorge Moreira da Silva, e no congresso de julho a lista da direção ao Conselho Nacional do PSD obteve maioria absoluta, elegendo 42 dos 70 conselheiros, 60% dos lugares, não tendo existido uma lista que agregasse opositores internos, o que explica também o tom pacífico da reunião.

Ausentes da reunião estiveram os primeiros dois nomes da lista de Montenegro ao Conselho Nacional do PSD, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que se encontra em Bucareste, e a antiga ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque.

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By Impala News / Lusa

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