Canadá interdita entrada a 10.000 responsáveis do regime iraniano

O Canadá anunciou esta sexta-feira novas sanções contra o regime “assassino” do Irão e baniu “para sempre” 10.000 autoridades, incluindo membros da Guarda Revolucionária, em reação à morte da jovem Mahsa Amini e pela repressão dos protestos.

Canadá interdita entrada a 10.000 responsáveis do regime iraniano

Canadá interdita entrada a 10.000 responsáveis do regime iraniano

O Canadá anunciou esta sexta-feira novas sanções contra o regime “assassino” do Irão e baniu “para sempre” 10.000 autoridades, incluindo membros da Guarda Revolucionária, em reação à morte da jovem Mahsa Amini e pela repressão dos protestos.

“Esta é uma medida que só foi usada nas circunstâncias mais graves, contra regimes que praticam crimes de guerra ou genocídio, como a Bósnia ou Ruanda”, realçou o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau.

O Irão regista atualmente um movimento de protesto, com mulheres iranianas na linha da frente, após a morte de Mahsa Amini, a jovem que morreu sob custódia policial após ser detida pela chamada polícia da moralidade iraniana.

Mais de 150 pessoas já morreram na sequência da repressão exercida pelas forças de segurança iranianas contra os protestos, segundo denunciaram organizações não-governamentais (ONG).

O regime iraniano efetuou centenas de detenções e impôs severas restrições no acesso às redes sociais. Teerão também acusou forças externas de inflamarem os protestos, em particular os Estados Unidos e Israel.

“Devemos responsabilizar o bárbaro regime iraniano, que cometeu assassinatos e impôs o terror”, sublinhou ainda o chefe do governo canadiano, em referência ao “desrespeito irresponsável pelos direitos humanos” por Teerão.

Também a vice-primeira-ministra, Chrystia Freeland, classificou o regime do Irão como “repressivo, teocrático e misógino”.

Teerão tem acusado forças externas de alimentar os protestos, incluindo os Estados Unidos, eterno inimigo.

No final de setembro o Canadá tinha imposto sanções contra uma dúzia de autoridades e entidades iranianas, incluindo a polícia da moralidade, enquanto outros países também adotaram medidas de retaliação económica, como os Estados Unidos.

As autoridades iranianas afirmaram esta sexta-feira que a morte de Mahsa Amini não foi provocada por “golpes” mas por sequelas de uma doença.

Detida em 13 de setembro pela polícia da moralidade em Teerão por ter infringido o estrito código sobre o uso de vestuário feminino previsto nas leis da República islâmica, em particular o uso do véu, esta curda iraniana morreu três dias mais tarde no hospital.

Diversos militantes da oposição afirmaram que foi ferida na cabeça durante a sua detenção. As autoridades iranianas desmentiram qualquer contacto físico entre a polícia e a jovem mulher e referiram que aguardavam o resultado do inquérito.

“A morte de Mahsa Amini não foi provocada por golpes infligidos na cabeça ou em órgãos vitais” mas está relacionada com “uma intervenção cirúrgica de um tumor cerebral quanto tinha oito anos de idade”, indicou um relatório da organização médico-legal iraniana, e enquanto o seu pai Amjad Amini indicou que a sua filha estava de “perfeita saúde”.

DMC (PCR) // RBF

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS