Câmara de Bissau conta com autarquias portuguesas para iniciar processo de ordenamento do território

A Câmara Municipal de Bissau (CMB) “conta e espera muito” das autarquias portuguesas para iniciar um processo de ordenamento do território, disse hoje à Lusa o secretário-geral, Lente Embassa.

Câmara de Bissau conta com autarquias portuguesas para iniciar processo de ordenamento do território

Câmara de Bissau conta com autarquias portuguesas para iniciar processo de ordenamento do território

A Câmara Municipal de Bissau (CMB) “conta e espera muito” das autarquias portuguesas para iniciar um processo de ordenamento do território, disse hoje à Lusa o secretário-geral, Lente Embassa.

O responsável falava à Lusa à margem dos trabalhos do primeiro fórum internacional da Guiné-Bissau organizado pela CMB, sob o lema “A força do poder local”, com a participação de representantes das câmaras municipais de Águeda, Braga, Castelo Branco, Lisboa, Oeiras e Rio Maior.

O fórum, que decorre até sábado, está a analisar aspetos que contribuem para o desenvolvimento, nomeadamente o território, a coesão, a competitividade, a sustentabilidade, a conexão e a colaboração.

Lente Embassa notou que os trabalhos, iniciados na terça-feira, estão a decorrer “da melhor forma possível”, e que entre as metas identificadas para o futuro imediato, está a criação de um Plano Diretor Municipal para Bissau que deverá substituir o Plano Geral Urbanístico, caduco desde 1997.

“O Plano Diretor Municipal é a força de qualquer município para se lançar ao desenvolvimento”, afirmou o secretário-geral da CMB, salientando a disponibilidade de todas as câmaras portuguesas presentes no fórum de Bissau em apoiar o projeto.

Leopoldo Martins Rodrigues, presidente da Câmara de Castelo Branco, disse à Lusa que a sua edilidade “está disponível” para apoiar a congénere guineense na elaboração de documentos normativos no âmbito da criação do Plano Diretor Municipal de Bissau.

O autarca português considerou que a “simpatia” dos guineenses e a “forma prática” como o presidente da Câmara de Bissau coloca as questões, em termos de necessidades, ajudam a que a sua entidade “não tenha dificuldades em corresponder”.

Vereadora da Educação, inovação e coesão social no município de Braga, Carla Sepúlveda, com experiência de 12 anos como consultora de projetos na Guiné-Bissau, defendeu que Braga está aberta a apoiar Bissau na implementação de projetos que visem a melhoria das condições de vida dos munícipes.

Também manifestou prontidão do seu município em participar na criação do futuro Plano Diretor Municipal de Bissau e que irá contemplar o ordenamento do território que compõe a capital guineense.

A mesma disponibilidade foi manifestada por Edmilson Santos, em representação da câmara de Oeiras, para quem a experiência deste concelho português poderá ser replicada em Bissau.

Aquele técnico português salientou o facto de Oeiras ser “em anos passados” uma zona que ainda tinha barracas, mas que “deu um salto qualitativo” a partir do momento em que o atual autarca, Isaltino Morais, colocou em marcha um plano de ordenamento do território.

Edmilson Santos, de origem guineense, destacou o facto de Oeiras ser hoje uma zona que “atrai turistas e investidores”.

“Um território ordenado atrai investimentos. Bissau poderá beber da experiência de Oeiras”, notou Edmilson Santos.

O secretário-geral da Câmara Municipal de Bissau adiantou que os trabalhos para criação do Plano Diretor Municipal serão iniciados ainda este ano e contarão também com o apoio da delegação da União Europeia no país.

MB // JH

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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