Negacionistas ameaçam causar distúrbios durante eleições autárquicas

Os negacionistas da pandemia que têm protestado contra a vacinação e contra figuras do Estado, preparam-se para causar distúrbios nas assembleias de voto.

Negacionistas ameaçam causar distúrbios durante eleições autárquicas

Os negacionistas da pandemia que têm protestado contra a vacinação e contra figuras do Estado, preparam-se para causar distúrbios nas assembleias de voto.

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) reuniu informação de que grupos de negacionistas da pandemia da covid-19, que têm causado problemas maioritariamente em protestos contra a vacinação e contra figuras do Estado, estão a preparar distúrbios nas assembleias de voto, durante as eleições autárquicas, que decorrem já neste domingo. De acordo com o Correio da Manhã, o departamento de informações da PSP reuniu alertas que apontam no mesmo sentido e, por isso, foi emitido um “aviso sério” ao dispositivo para estar atento a movimentações.

Tal como aponta o mesmo jornal, a informação – muita dela recolhida nas redes sociais – aponta para que os negacionistas vão usar a lei que impede a presença policial armada a menos de 100 metros das mesas de voto. “Há razões para acreditar” que os negacionistas tentem boicotar a votação e, até “levar as urnas” , assegura fonte policial. Caso se verifiquem distúrbios, compete ao presidente da mesa dar a “ordem e autorização para elementos policiais, armados ou não, retirarem quaisquer pessoas que estejam a perturbar o ato eleitoral”, explica outra fonte policial.

A previsão de distúrbios feita pelo SIS é maior para as áreas urbanas, razão pela qual é um receio que afeta principalmente a PSP. A monitorização será feita por pessoal à civil, nas imediações dos locais de voto.

De Gouveia e Melo a Ferro Rodrigues

Em Portugal, são já vários os episódios mediáticos protagonizados por este(s) grupo(s). O primeiro episódio da saga começou com os insultos ao vice-almirante Gouveia e Melo. O coordenador da task force tinha à sua espera algumas dezenas de manifestantes que o apelidaram de “assassino” e procuraram impedir a sua entrada no pavilhão multiusos de Odivelas.

O segundo evento deu-se pela voz de Rui Fonseca e Castro – o juiz negacionista. Depois de ter sido suspenso preventivamente pelo Conselho Superior de Magistratura pelas suas posições negacionistas e de ter insultado António Costa, acusando-o de ser “o maior protetor de pedófilos do país” e de ter apelidado Eduardo Ferro Rodrigues de “pedófilo” e “abusador sexual de crianças, preferencialmente crianças institucionalizadas”, o magistrado foi acusado pela PSP de provocar os agentes e anunciou que vai apresentar queixa.

Juiz negacionista desafia polícia à porta do Conselho da Magistratura [vídeo]
O juiz Rui Fonseca e Castro
Dias depois deste incidente, Ferro Rodrigues viu o restaurante onde estava a almoçar com a mulher ser cercado por dezenas de negacionistas que se manifestavam. Aí, munidos de megafones, apitos e buzinas, começaram insultar e a filmar o presidente da Assembleia da República. “Assassino” e “ordinário” foram alguns dos impropérios usados para difamar a figura de Estado.

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