Centro Hospitalar Lisboa Norte reconhece falta de enfermeiros e tenta recrutar

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte anunciou hoje que estão a decorrer dois processos de recrutamento de enfermeiros, na sequência da queixa de falta de recursos humanos nos Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital Santa Maria.

Centro Hospitalar Lisboa Norte reconhece falta de enfermeiros e tenta recrutar

Centro Hospitalar Lisboa Norte reconhece falta de enfermeiros e tenta recrutar

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte anunciou hoje que estão a decorrer dois processos de recrutamento de enfermeiros, na sequência da queixa de falta de recursos humanos nos Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital Santa Maria.

Todos os 37 enfermeiros da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) do Hospital de Santa Maria pediram esta semana escusa de responsabilidades, alegando que a escassez de profissionais “faz perigar a segurança dos bebés internados”.

A enfermeira diretora do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), Ana Paula Fernandes, disse à Lusa que estão a decorrer processos de recrutamento de enfermeiros e que o problema se prende com a falta de “oferta de enfermeiros no mercado para contratar”.

“Não temos limitação na contratação”, afirmou, admitindo que o ideal seria contratar “cerca de cem” enfermeiros, número que “corresponde aos profissionais que têm vindo a sair”.

Segundo Ana Paula Fernandes, alguns saíram para outras unidades hospitalares, enquanto outros emigraram: “Neste momento, temos muitos enfermeiros a emigrar outra vez”.

Estes cem enfermeiros iriam dar resposta às carências identificadas não apenas para a UCIN, mas em vários serviços do CHULN.

Segundo o Conselho de Administração do Centro Hospitalar, neste momento estão a decorrer “dois processos de contratação” de enfermeiros para tentar resolver um problema que não é de agora.

“Durante os primeiros seis meses do ano, foi complicado (contratar) porque não há enfermeiros no mercado para contratar”, disse Ana Paula Fernandes.

No entanto, “agora vamos entrar na fase de saída de enfermeiros das escolas de enfermagem e contamos que em meados do mês e até outubro vamos conseguir recrutar enfermeiros não só para esta unidade (UCIN), mas para outros serviços do centro hospitalar, porque não é só esta unidade que precisa de reforço de equipas”.

O Conselho de Administração espera conseguir reforçar “a curto prazo” os serviços, estando em curso várias ações.

“Muito em breve serão mobilizados internamente dois enfermeiros de outra unidade de pediatria, que pediram transferência, irá ser recrutado de outro centro hospitalar um enfermeiro que já tem conhecimento em neonatologia e estamos a contar com enfermeiros recém-licenciados que fizeram lá estágio para reforçar a equipa”, explicou a enfermeira diretora.

Os 37 enfermeiros da UCIN de Santa Maria que pediram escusa de responsabilidade alegaram escassez de profissionais que podem fazer “perigar a segurança dos bebés internados”.

Na declaração, afirmaram que “não estão em condições de assegurar a vida e a segurança dos recém-nascidos, bem como a qualidade dos cuidados de enfermagem prestados ao neonato e família, pese embora desenvolvam todos os esforços para evitar qualquer incidente ou acidente”.

Ana Paula Fernandes disse compreender a posição dos enfermeiros: “É uma manifestação de preocupação o que não quer dizer que se vão recusar a prestar cuidados aos nossos recém-nascidos, porque a prestação de cuidados ficará assegurada”.

A diretora lembrou que nas duas últimas semanas, até ao passado dia 01 de agosto, saíram da UCIN “três enfermeiros, dois deles muito peritos na área”.

A UCIN admite recém-nascidos a partir das 24 semanas de idade gestacional, a maioria classificados de alto risco e que carecem de cuidados altamente diferenciados e distintos, tendo capacidade para 19 recém-nascidos, distribuídos por quatro salas.

Questionada sobre o impacto do encerramento de outras maternidades nos serviços da UCIN, Ana Paula disse que o CHULN têm tido “mais grávidas”, mas esse aumento “felizmente, não se faz notar nos cuidados intensivos”.

SIM(HN) // HB

By Impala News / Lusa

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