Associação de médicos moçambicanos reafirma greve de 21 dias a partir de segunda-feira

A Associação Médica de Moçambique (AMM) anunciou hoje que vai entrar em greve nacional por 21 dias, a partir de segunda-feira, devido ao incumprimento das suas reivindicações na aplicação da nova Tabela Salarial Única (TSU).

Associação de médicos moçambicanos reafirma greve de 21 dias a partir de segunda-feira

Associação de médicos moçambicanos reafirma greve de 21 dias a partir de segunda-feira

A Associação Médica de Moçambique (AMM) anunciou hoje que vai entrar em greve nacional por 21 dias, a partir de segunda-feira, devido ao incumprimento das suas reivindicações na aplicação da nova Tabela Salarial Única (TSU).

“A greve dos médicos mantém-se para segunda-feira”, disse à Lusa Milton Tatia, presidente da AMM.

A greve dos médicos foi inicialmente marcada para 07 de novembro, mas foi adiada para dar espaço a negociações com o Governo, que, segundo a associação, não foi transparente e não cumpriu “75% das inquietações da classe”, lê-se num comunicado que faz o ponto de situação datado de segunda-feira e hoje reafirmado pelo dirigente.

Os médicos queixam-se ainda de “retrocessos em aspetos da TSU implementados em outubro”.

Em novembro, os médicos adiaram a greve, após encontros com os ministros da Economia e da Saúde, para “dar tempo ao Governo” de “implementar os princípios acordados”.

Segundo os médicos, dos 12 pontos discutidos, em oito foram alcançados acordos e destes o Governo moçambicano cumpriu “apenas três”.

“Até ao momento, nenhum médico sabe quanto deve auferir e quanto é que o Estado está a dever”, referiu a associação médica.

A AMM aponta a “mudança constante de interlocutores por parte do Governo” e a falta de transparência sobre a “forma como os salários dos médicos estão a ser ou não processados”, como alguns dos pontos que determinaram o fracasso das negociações até esta altura.

A implementação da TSU está a ser alvo de forte contestação por parte de várias classes profissionais, nomeadamente médicos, juízes e professores.

LYN (PMA) // LFS

By Impala News / Lusa

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