João Francisco Lima recorda a morte do pai. “Não é muito fácil de aceitar”

Pedro Lima perdeu a vida em junho de 2020 e, desde então, o filho mais velho, João Francisco Lima, tem sido uma das vozes mais ativas pela sensibilização da saúde mental.

João Francisco Lima recorda a morte do pai. “Não é muito fácil de aceitar”

Pedro Lima perdeu a vida em junho de 2020 e, desde então, o filho mais velho, João Francisco Lima, tem sido uma das vozes mais ativas pela sensibilização da saúde mental.

Pedro Lima perdeu a vida a 20 de junho de 2020, deixando o País em choque. Tinha 49 anos e uma família que o amava. Para além da mulher, Anna Westerlund, e dos cinco filhos, foram muitos aqueles que choraram a sua morte inesperada.

Muito se tem falado de saúde mental, desde então. O filho mais velho, João Francisco Lima, de 23 anos, tem sido uma das vozes mais ativas pela sensibilização e normalização deste problema de saúde, que é ainda tão desvalorizado em Portugal, segundo considera. Em entrevista a um site de notícias, o filho de Pedro Lima recorda a morte do ator e confessa que não é fácil aceitar a perda de um ente querido.

“É uma ideia que não é muito fácil de aceitar. É fácil de compreender, mas não tão fácil de aceitar. Tendo a olhar para a saudade como uma coisa boa. Para nós sentirmos saudade é porque a pessoa em questão, que infelizmente já não está presente, partilhou momentos que nos levam a querer recordá-la, e essa saudade aparece exatamente nesses momentos, quando pensamos nas pessoas, nas coisas que fizemos com elas e que gostaríamos de continuar a ter feito”, referiu ao Notícias ao Minuto aquele que tem ajudado muitas pessoas na consciencialização da saúde mental.

“O intuito das minhas intervenções é ter a capacidade de ajudar as pessoas. Propus-me a ajudar pelo menos uma pessoa e sei de exemplos próximos que impactei e levei a agir sobre o assunto. A partir do momento em que ajudei uma pessoa o meu propósito estava cumprido. (…) Vou continuar a falar com base na minha opinião, na minha experiência, na forma como eu vejo as coisas. (…) as pessoas conseguem identificar-se. Quando o meu testemunho já for limitado tenho todo o gosto em parar de o fazer e, simplesmente, apreciar a natural evolução do tema”, afirmou.

 

 

Texto: Filipa Rosa; Fotos: Redes sociais

 

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